Mínima Memória do Mundo






R$ 20,00

Mínima Memória do Mundo é uma reunião de textos em prosa e poesia elaborados durante os  encontros do curso de literatura oferecidos pela Lamparina Luminosa. Os autores são escritores iniciantes, moradores do Parque Selecta de São Bernardo do Campo, SP.

“A memória é um labirinto, onde nos perdemos ao longo do tempo, mas também onde resgatamos nossa identidade a partir dos fragmentos que se depositam pelo caminho. Os textos reunidos neste livro, produzidos em oficina literária, revelam a autoria de histórias de vida, comoventes e reais, sem qualquer artificialismo estilístico. Depoimentos em forma de poesia e prosa que recuperam o fio da meada das muitas experiências vividas por cada um, da infância aos dias de hoje.
As vozes colhidas nestas páginas nos alertam para a diversidade de visões de mundo que estão sedimentadas no cotidiano, no trabalho, nas relações afetivas, nos jogos de criança, nos contatos familiares, ou na descoberta das asperezas e maravilhas que nos tornam cidadãos.
O exercício com a palavra, em suas variadas dimensões estéticas, permite que cada um, a seu modo, expresse com rara e clara beleza os episódios concretos que marcaram o duro aprendizado de existir. Ao dar nome, textura e sabores ao vivido, os escritores que aqui ensaiam seus primeiros passos no complexo universo das letras nos colocam diante de um espelho mais que revelador. A escrita nos irmana, demonstrando o quanto somos próximos nas diferenças, ou como as contradições e singularidades nos enriquecem e nos complementam.
Assim, percebemos que uma simples furadeira, um doce de leite, uma foto antiga, uma viagem de Minas Gerais a São Paulo, um cenário nordestino ganham significados muito diferentes dos que guardamos na lembrança, reformulando nossa própria experiência com o real.
Quando o “cavalo branco” do destino rasga o nosso horizonte de leitura, já estamos conscientes de que a memória fez do livro um instrumento poderoso de afirmação da identidade. Para além da exclusão, do preconceito, das imposições materiais e ideológicas de que todos fazemos parte, a palavra abstrata ganha corpo, sorriso, lágrima, rugas, fios brancos de cabelo, entonações que fazem pulsar o poema e a crônica. Texto e gesto dialogam com sinceridade. Ambos entram em cena para dar sentido à coreografia lírica e trágica daquilo que costumamos chamar, sem prestar muita atenção, de dia a dia..” (Coreografias da Memória, introdução de Reynaldo Damazio)